Blogueira explica porque se tornou vegana e frugívora. : Nanda Cury

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Como e por que me tornei frugívora?

Nanda Cury

Frugívora e vegana, adepta da alimentação natural e da beleza consciente, compartilha dicas diárias sobre esse estilo de vida nas suas redes sociais. Bacharel em Relações Internacionais, especialista em Marketing Digital, criou o Blog das Cabeludas, Crespas e Cacheadas (2008) e é uma das idealizadoras da Marcha do Orgulho Crespo (2015), iniciativas com o objetivo de incentivar mulheres a aceitarem seu cabelo natural.

21 de maio de 2018

Antes de me tornar frugívora, é importante dizer que me tornei vegana, em 2012, após assistir aos filmes “Terráqueos” e “A Carne é Fraca“, no Youtube, que mostram os bastidores de diferentes indústrias que trabalham com matérias primas de origem animal, como a carne, queijo, leite, ovos, couro, entretenimento, entre outras. Fiquei estarrecida sobre como os seres humanos exploram cruelmente os animais e, logo após ser exposta a esses conteúdos, me tornei vegana, pois decidi que não gostaria de seguir financiando a brutalidade e covardia promovida por essas indústrias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o consumo de produtos de origem animal, como carnes, leite e derivados (queijos, manteigas etc), está associado ao câncer. Eu também já tinha conhecimento que a alimentação vegana (baseada em plantas) é a que mais protege a saúde das pessoas. Quando descobri o frugivorismo e a alimentação viva, fiquei surpresa e esperançosa em ter encontrado tantos relatos de cura de pessoas que reverteram o diabetes e outras doenças crônicas e degenerativas, desde alergias até o câncer. A alimentação a base de frutas e de vegetais pareceu desafiadora para o meu paladar, que no início do meu processo de transição, era viciado em açúcar, farinha, sal, azeite e industrializados.

Em novembro de 2016, após uma pessoa muito próxima ter sido diagnosticada com câncer de mama, resolvi pesquisar tratamentos alternativos na internet e foi assim que descobri a alimentação viva e o frugivorismo.

Conheci o frugivorismo através do Eduardo Corassa, primeiro nutricionista frugívoro do Brasil, e a maior referência do país no assunto. Ele é pesquisador, youtuber e autor de vários livros sobre veganismo e crudivorismo. Confiram a entrevista que fiz com ele para o meu canal no Youtube. Aproveitem para se inscrever por lá e receberam conteúdos sempre relacionados a este tema:

Após assistir a um dos vídeos do Corassa, me interessei ainda mais sobre o tema e resolvi estudá-lo com mais profundidade. Ao tentar ser frugívora, percebi que precisava de mais informações e embasamento teórico para me sentir segura em fazer a transição alimentar e aderir a este estilo de vida. Eu estava decidida a encarar esse processo, pois entendia que se eu conseguisse me tornar frugívora, poderia mostrar para outras pessoas que isso era possível e assim ajudar quem eu amo a se curar.

Depois de entrar em contato com o Corassa através das redes sociais, encomendei alguns de seus livros e tive a oportunidade de recebê-los pessoalmente, no Parque do Ibirapuera, onde ele estava fazendo um picnic frugívoro. Fiquei encantada em conhecê-lo e em ver o colorido banquete de frutas que ele havia levado para consumir no almoço. Presenciar essa abundância me fez entender, na prática, que frugivorismo não é restrição alimentar, já que esse estilo de vida propõe que as pessoas se alimentem de muitas frutas e de vegetais crus, até se sentirem completamente satisfeitas, sem limitação de quantidade.

Após conversarmos, constatei que se tratava de uma pessoa idônea e dedicada a promover a saúde das pessoas e o frugivorismo. Por isso, resolvi apoiar o seu trabalho e comprar todos os seus livros. Agradeci as informações que ele compartilhou comigo naquele dia e, nas semanas seguintes, me dediquei a estudar e a praticar os conceitos e receitas propostos nos cinco livros que adquiri.

Logo nas duas primeiras semanas de leitura, me senti fortalecida e preparada para adotar a alimentação frugívora, seguindo as diretrizes do livro. Fez muita diferença praticar a nova alimentação munida de informações científicas. Além de responderem todas as minhas dúvidas, os livros me expuseram a referências bibliográficas e pesquisas científicas que ampliaram o meu repertório e confirmaram as informações apresentadas pelo autor. Isso foi especialmente útil quando as pessoas ao meu redor questionavam se “a alimentação frugívora tinha açúcar demais”, se “não faltava proteína na alimentação a base de frutas e de vegetais”, entre outras perguntas recorrentes, que você pode conferir no post “O QUE É FRUGIVORISMO”.

O que aprendi após estudar sobre crudivorismo vegano e sobre frugivorismo?

Através da leitura dos livros “Saúde Frugal”,“O Jejum Higienista” e, posteriormente, “801010”, do Doutor Douglas Graham, fui exposta a diversas evidências científicas que comprovam que seres humanos são frugívoros e que a alimentação a base de frutas e de vegetais crus não só traz inúmeros benefícios para a nossa saúde, como inclusive pode curar doenças. Essa alimentação é a forma mais natural e ecológica de se viver, além de ser também a mais acessível e econômica para restabelecermos o equilíbrio entre as pessoas e o planeta. A humanidade habita o Planeta Terra há cerca de 8 milhões de anos e, ao longo desse período, baseamos a nossa alimentação primariamente no consumo de frutas e de vegetais crus, como primatas antropóides que somos. Estima-se que somente há 100 mil anos, durante a última Era Glacial, quando os nossos alimentos estavam congelados, os seres humanos passaram a dominar o fogo e o cozimento, o que nos possibilitou ingerir comidas cozidas que não são ideais para a nossa espécie. Antes de dominarmos o fogo não poderíamos comer esses alimentos em seu estado cru, sem o cozimento. Se por um lado, isso possibilitou que a espécie humana sobrevivesse ao período da glaciação, por outro, trouxe diversas consequências prejudiciais para a nossa saúde e para o meio ambiente, especialmente quando o ser humano passou a domesticar animais e se tornou sedentário, com o desenvolvimento da agricultura, baseada no plantio de grãos (monocultura).

Quanto mais eu me informava sobre o assunto, mais estimulada me sentia para praticar esse estilo de vida surpreendente. A mudança, no início, foi solitária. Assim como ocorreu quando me tornei vegana, as pessoas leigas no assunto tendem a considerar o frugivorismo como algo radical e totalmente desconectado da cultura, das relações sociais e do estilo de vida contemporâneos.

Quando me perguntam se foi difícil a transição, respondo o que aprendi com o meu mestre: estude, busque informação. Leia, assista a vídeos no Youtube, siga perfis de pessoas inspiradoras, que praticam esse estilo de vida e que compartilham em suas redes sociais dicas diárias para ajudar e incentivar quem deseja seguir esse caminho.
Por mais natural e simples que seja se alimentar de frutas e de vegetais crus, conhecimento é fundamental para que possamos nos posicionar socialmente quanto a nossa alimentação. As redes de apoio são fundamentais para que possamos prosperar no estilo de vida frugívoro.

Se você está pensando em aderir ao frugivorismo, sugiro ler também os posts “O QUE É FRUGIVORISMO”, com as perguntas mais frequentes que recebo sobre o frugivorismo, além de seguir alguns grupos e materiais que foram muito úteis no meu processo de transição.

Contem com o meu apoio!

LINK PARA O GRUPO DE APOIO NO FACEBOOK:
https://www.facebook.com/groups/217574142335759/

TRECHO DO LIVRO “SAÚDE FRUGAL”, DO EDUARDO CORASSA
https://drive.google.com/file/d/0B73hDGsjjHlmandOMmxwWTJqTUU/view

GRUPO DE APOIO: FRUGIVORISMO, UMA SOLUÇÃO SIMBIÓTICA

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